Os eleitores de Alagoas foram às urnas neste domingo (4) para escolher os 27 integrantes da Assembleia Legislativa do estado. A votação integrou as Eleições 2026, e os resultados foram divulgados na noite do mesmo dia.
Os mais votados
Cabo Bebeto (PL) foi o candidato mais votado, com 99.165 votos. Na sequência apareceram Marcelo Victor (MDB), com 69.370, e Paulinho Mendonça (MDB), com 65.166.
Segundo os registros apresentados à Justiça Eleitoral, Cabo Bebeto declarou patrimônio de R$ 362,9 mil. Ele é casado e nasceu em Maceió (AL). Marcelo Victor, por sua vez, é natural de Palmeira dos Índios (AL), é solteiro e informou possuir R$ 705 mil em bens.
Também conquistaram uma cadeira na Casa, entre outros nomes, Fernando Pereira (PP), Lelo Maia (MDB) e Cibele Moura (MDB). Os demais 21 eleitos completam a bancada estadual.
Abstenção, brancos e nulos
Na apuração alagoana, a abstenção atingiu 20,64% do eleitorado. Os votos em branco somaram 3,53%, enquanto os nulos representaram 3,30% do total.
Por que muitos votos não bastam
Um candidato a deputado estadual pode receber mais votos do que outro e, ainda assim, ficar fora da Assembleia. A explicação está no quociente eleitoral: enquanto os cargos do Poder Executivo seguem o sistema majoritário, as vagas no Legislativo são distribuídas pelo sistema proporcional.
O quociente eleitoral corresponde ao resultado da divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras em disputa no cargo em cada estado. É a partir desse índice que se define quantos assentos cada partido ou federação terá direito na casa legislativa.
Para ser eleito, o candidato precisa obter votação igual a, no mínimo, 10% do quociente eleitoral e permanecer dentro das vagas a que sua legenda ou federação faz jus na eleição.
Combinadas, essas regras explicam por que o desempenho individual nem sempre é suficiente. Um nome bem votado pode ficar de fora caso seu partido conquiste poucas cadeiras, enquanto outro, com votação menor, garante assento ao integrar uma sigla com direito a mais vagas.
