Pessoas próximas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), relatam ter conversado com ele, nos últimos dias, sobre a sucessão no comando da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Segundo interlocutores, Tarcísio teria entendido que a presidência da Casa deve permanecer com o PL, partido que elegeu a maior bancada estadual, com 27 cadeiras.
Disputa entre PL e Republicanos
Nos bastidores, PL e Republicanos protagonizavam uma disputa pelo cargo desde que o atual presidente da Assembleia, André do Prado (PL), foi eleito senador. O Republicanos argumentava que, por ser o partido do governador, deveria ter protagonismo na escolha do próximo nome. O PL, por sua vez, defendia que o tamanho de sua bancada justificava a permanência no comando da Casa.
Apurações indicam que o próprio André do Prado já conversou com Tarcísio sobre o assunto. “É difícil ficar na mão do Republicanos”, avaliou uma pessoa próxima às tratativas, em referência ao tamanho da bancada da legenda, que elegeu seis deputados estaduais.
Cenário em discussão
Uma das possibilidades avaliadas é manter o deputado estadual Gilmaci Santos como líder do governo na Assembleia, enquanto o PL indicaria o próximo presidente da Casa. Dentro do partido, porém, a disputa está longe de ter um nome definido. A expectativa é que a decisão fique para depois do segundo turno da eleição presidencial. A cadeira ficará vaga a partir de fevereiro de 2027, quando começa a próxima legislatura.
Nomes cotados no PL
A movimentação em torno da sucessão é acompanhada desde o início de 2026, e diferentes deputados do PL aparecem como cotados para assumir o posto. Entre eles está Alex Madureira, atual líder da bancada na Assembleia. Também são citados nas conversas Tenente Coimbra, Marcos Damásio e Dani Alonso, que poderia se tornar a primeira mulher a presidir a Alesp.
Perfil do futuro presidente
Sob condição de reserva, aliados de Tarcísio e de André do Prado destacam que, além do peso das bancadas, o perfil do futuro presidente da Assembleia será determinante. A avaliação é que o escolhido precisará ter capacidade de diálogo com diferentes grupos políticos, especialmente com a oposição. O PT, hoje a segunda maior bancada da Casa, elegeu 16 parlamentares.
