Marina Silva critica ‘alternância de regime’ em ato pela democracia em São Paulo

‘O que não pode haver é alternância de regime.’ A declaração da ministra Marina Silva marcou o Ato de Frente Ampla pela Democracia e pela Soberania, realizado na noite desta quinta-feira (22), na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

A frase, dita durante o evento, resumiu o tom do encontro, que reuniu nomes da política brasileira em defesa das instituições democráticas e da soberania nacional. Ao distinguir a alternância de poder — mecanismo próprio de regimes democráticos — da chamada ‘alternância de regime’, a ministra sinalizou um alerta contra movimentos que, segundo o discurso do ato, colocariam em risco o arrangement institucional vigente no país.

A solenidade foi encerrada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que ocupou a tribuna na parte final da programação. A participação do vice-presidente em um evento com esse perfil reforça o caráter de frente ampla do encontro, que buscou congregar diferentes forças políticas em torno de uma pauta comum: a defesa da democracia e dos interesses nacionais.

O Ato de Frente Ampla pela Democracia e pela Soberania ocorreu em um momento de intensa mobilização política no país, com debates sobre o rumo das instituições ocupando espaço no cenário nacional. Eventos como o realizado na Casa de Portugal têm sido utilizados por lideranças de diferentes legendas como espaço para reafirmar compromissos com o regime democrático e com a soberania do Brasil em temas de política interna e externa.

A escolha do bairro da Liberdade, região central de São Paulo conhecida por abrigar instituições e associações ligadas à comunidade de imigrantes, também emprestou simbolismo ao encontro, realizado em um espaço historicamente associado à presença portuguesa na cidade e à história das diásporas.

Ao longo da noite, os discursos giraram em torno de dois eixos centrais: a defesa do sistema democrático brasileiro e a afirmação da soberania nacional diante dos desafios do cenário internacional. A fala de Marina Silva, ao advertir que ‘o que não pode haver é alternância de regime’, foi um dos momentos mais emblemáticos do ato, sintetizando a mensagem que as lideranças presentes pretendiam deixar ao público e à opinião pública.

Com o encerramento feito por Alckmin, o evento se somou à série de mobilizações realizadas por setores da política brasileira em defesa das instituições, em um contexto de forte polarização e de disputa narrativa sobre o futuro do país.