A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) decidiu concentrar a reta final do segundo turno em grandes atos de rua. O objetivo é mobilizar multidões, incentivar a militância e, sobretudo, produzir cortes e vídeos curtos para abastecer os perfis do petista nas redes sociais.

A agenda do próximo sábado (24) será dividida entre dois estados. O presidente participará de um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, pela manhã. À tarde, segue para São Paulo, onde participa de outro ato na avenida Paulista, próximo ao Masp (Museu de Arte de São Paulo). A expectativa da campanha é lotar os dois locais.

Caminhada como demonstração de força

A legislação eleitoral veda a realização de comícios às vésperas da eleição. Por isso, a aposta da campanha é a caminhada de Lula entre os apoiadores, formato que deve funcionar como demonstração de força antes da decisão do segundo turno.

As imagens colhidas nos atos também terão função estratégica: vídeos curtos e cortes produzidos nos eventos devem abastecer os perfis do candidato nas plataformas digitais, ampliando o alcance da mensagem petista para além de quem estiver presente.

A movimentação nas ruas tem marcado a disputa. No dia 2 de outubro, o candidato à reeleição participou de uma carreata com apoiadores pelas ruas do centro do Rio de Janeiro.

Corrida pelos indecisos

A meta da campanha petista é usar os últimos dias para converter eleitores. Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente no segundo turno, encerrou o primeiro turno à frente de Lula, com uma margem de pouco mais de 2 milhões de votos.

Segundo um interlocutor petista, é nos dias finais que grande parte dos indecisos faz sua opção. Por isso, o entendimento no entorno do candidato é de que é preciso manter o mesmo empenho adotado nas últimas três semanas de campanha.

Com a agenda dupla de sábado, o PT busca unir a força das ruas ao engajamento digital para transformar a mobilização em votos na urna.