Há exatos 12 anos, em 15 de outubro de 2014, uma pesquisa do instituto Datafolha apontava Aécio Neves (PSDB) com 51% dos votos válidos, contra 49% de Dilma Rousseff (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial daquele ano.

Cenário favorável ao tucano

O levantamento, divulgado a cerca de duas semanas do voto, indicava um quadro favorável ao senador mineiro, que havia surpreendido ao classificar-se para o segundo turno e entrado na disputa contra a presidente candidata à reeleição. A diferença de dois pontos percentuais colocava o PSDB em posição de vantagem dentro da margem de erro da pesquisa.

Reversão no dia da votação

Apesar do retrospecto desfavorável nos institutos de pesquisa, Dilma Rousseff acabou revertendo o cenário e venceu o pleito. No dia 26 de outubro de 2014, a petista foi reeleita presidente da República com pouco mais de 51% dos votos válidos, contra cerca de 48% de Aécio Neves, em uma das disputas mais acirradas da história das eleições presidenciais brasileiras.

O resultado confirmou uma virada em relação às projeções das últimas semanas de campanha e encerrou o ciclo eleitoral com a manutenção do PT no Planalto, em um mandato que se estenderia até 2016, quando o processo de impeachment afastou a presidente.

Marco na política brasileira

A eleição de 2014 ficou marcada pela polarização entre PT e PSDB e pelo segundo turno mais equilibrado em décadas. A trajetória de Aécio Neves, que partiu de uma posição inicial considerada improvável para chegar perto da vitória, e a capacidade de Dilma Rousseff de superar pesquisas desfavoráveis tornaram aquele pleito um dos casos mais estudados e comentados da política nacional.

Doze anos depois, a lembrança da pesquisa do Datafolha divulgada em 15 de outubro de 2014 segue como referência para ilustrar a volatilidade do eleitorado brasileiro e os limites das projeções eleitorais em disputas muito próximas, em que pequenas oscilações podem definir o resultado final nas urnas.