A cientista Tatiana Sampaio divulgou, nesta quarta-feira, um vídeo em que critica as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso compassivo da polilaminina. Na publicação, ela contesta a aprovação concedida pela agência reguladora no mês de abril.

Crítica à decisão da agência

No vídeo, Tatiana Sampaio questiona os critérios adotados pela Anvisa no processo que autorizou o uso compassivo da substância. O chamado uso compassivo é um mecanismo regulatório que permite o acesso a produtos ainda em fase de pesquisa por pacientes que não dispõem de alternativas terapêuticas, sempre sob condições específicas definidas pela autoridade sanitária.

A cientista não concorda com a forma como a aprovação foi conduzida e utiliza o vídeo para expor publicamente suas ressalvas ao modelo adotado pela agência. A crítica foi amplamente repercutida após a divulgação da gravação nas redes.

Posição da Anvisa

Procurada, a Anvisa afirmou que o estudo clínico relacionado à polilaminina ainda não foi iniciado. Segundo a agência, a pesquisa que deveria embasar avaliações mais amplas sobre o produto não começou, o que, na visão do órgão, é um ponto central no debate sobre a liberação do uso compassivo.

A declaração da agência reforça o impasse entre a posição da cientista e a leitura da própria Anvisa sobre o estágio atual das pesquisas com a substância.

Contexto do debate

A polilaminina vem sendo objeto de discussão pública no Brasil, especialmente entre famílias de pacientes que aguardam tratamentos ainda em fase de investigação científica. O uso compassivo, nesse cenário, costuma gerar debates sobre o equilíbrio entre a esperança de acesso a novas terapias e a necessidade de comprovação científica por meio de estudos clínicos rigorosos.

A divergência entre a crítica feita por Tatiana Sampaio e a resposta da Anvisa mantém o tema em evidência, com expectativa de novos desdobramentos à medida que a situação do estudo clínico avançar. O Ultimo Post seguirá acompanhando o caso e trará atualizações assim que novas informações forem oficialmente divulgadas pelas partes envolvidas.