O governo federal prepara a entrega de novas alas do Hospital Federal de Bonsucesso, na cidade do Rio de Janeiro, marcada para ocorrer ainda nesta semana. A informação foi publicada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, na noite desta segunda-feira (12).

Segundo a publicação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participará da cerimônia, prevista para acontecer na quarta-feira (14) ou na quinta-feira (15). O governo ainda avalia a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitar a unidade de saúde durante o evento.

Simbolismo político

A entrega das obras carrega um peso político que vai além da área da saúde. Durante o governo de Jair Bolsonaro, o hospital de Bonsucesso era apontado como território de influência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do então presidente.

De acordo com a avaliação feita pela gestão petista, a estrutura do hospital se encontrava deteriorada naquele período, com diversos setores fora de funcionamento e impossibilitados de atender pacientes.

Com a reforma e a reabertura das alas, a mensagem que o atual governo pretende transmitir é de que Flávio Bolsonaro teria utilizado a unidade apenas como espaço para abrigar aliados. Ainda conforme a coluna, existiam denúncias sobre a celebração de contratos sem processo de licitação no hospital.

Recuperação da unidade

Sob a gestão Lula, o Hospital Federal de Bonsucesso teria passado por um processo de recuperação e modernização, segundo dados divulgados pela campanha do presidente. As melhorias realizadas na unidade são agora apresentadas ao público por meio da entrega das novas alas.

O hospital, localizado na zona norte do Rio de Janeiro, é uma das unidades federais de referência no estado e ganha novo capítulo na disputa política em um momento de preparação para as eleições de 2026, tema destacado no chapéu da coluna que revelou a informação.

A visita de Padilha ao Rio de Janeiro reforça a estratégia do Ministério da Saúde de mostrar, em terreno historicamente dominado pela oposição, os investimentos feitos pelo governo federal na rede pública de saúde. A presença de Lula, se confirmada, ampliaria o alcance político do ato.