O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comunicou a interlocutores que seguirá ao lado do presidente Lula, mesmo depois de o petista ter terminado atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial. A postura do senador deve divergir da decisão que o próprio partido, o União Brasil, deverá anunciar nos próximos dias.

Nesta terça-feira (6), a Federação União-PP se reúne em Brasília para deliberar sobre eventual apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. A tendência é que a federação embarque na candidatura do parlamentar do PL.

Dirigentes da legenda, porém, afirmam que pretendem consultar Alcolumbre antes de qualquer anúncio. Mesmo com a eleição de uma bancada mais alinhada à direita no Senado, o presidente da Casa não pretende romper a aliança com o governo petista.

Disputa pela presidência do Senado

Em jogo está a sucessão do comando da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. O atual presidente conta com o respaldo dos senadores aliados ao governo. Nos bastidores, contudo, integrantes da ala bolsonarista já articulam a eleição de um nome alternativo para a presidência.

Entre os nomes cogitados estão o do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e o da senadora Tereza Cristina (PP-MS).

A aliados, Alcolumbre garantiu que mantém diálogo com Flávio, mas pretende permanecer ao lado de Lula. Por essa razão, o senador não deve se posicionar antes do segundo turno da disputa presidencial.

PEC da escala 6×1 segue na pauta

Enquanto isso, o presidente do Senado pretende cumprir o compromisso e manter na pauta a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. As discussões começam nesta semana no plenário, mas as chances de aprovação recuaram bastante após o resultado das urnas, que fortaleceu a direita.

No estado que representa, Alcolumbre amargou uma derrota: o governador Clécio Luís (União Brasil), seu aliado, foi vencido pelo ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD).