Pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta quinta-feira (22), mostra que os eleitores apontaram as notícias sobre o fim da escala de trabalho 6 por 1 e as denúncias ligadas ao Caso Master como as que mais pesaram na hora de definir o voto para presidente da República no primeiro turno.
Na votação de 4 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) terminou na frente de Lula (PT) com uma vantagem de 2,2 milhões de votos. Os dois candidatos participaram de sabatinas na TV Globo durante a campanha.
Notícias que mais influenciaram o voto
O levantamento perguntou aos entrevistados qual notícia foi mais importante para a definição do voto no 1º turno. Confira os resultados:
Defesa do fim da escala de trabalho 6 por 1: 17%
Denúncias sobre o envolvimento de ministros do STF com o caso do Banco Master: 14%
Envolvimento de políticos com Daniel Vorcaro e o escândalo do Banco Master: 13%
Medidas do governo para proibir bets, sites de apostas e cassinos on-line: 11%
Nossa Senhora Aparecida e sua condição como padroeira do Brasil: 8%
Aumento do valor do Bolsa Família: 7%
Nenhuma dessas opções: 23%
Não sabem/não responderam: 7%
Diferenças entre os eleitores dos candidatos
A pesquisa também revelou divergências entre as bases eleitorais dos dois candidatos ao Planalto. Entre os eleitores de Lula (PT), 25% apontaram o fim da escala 6 por 1 como a principal notícia para a definição do voto.
Já entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 23% responderam que as denúncias sobre o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o caso do Banco Master foram o tema mais importante na escolha.
Os dados indicam que temas distintos mobilizaram cada eleitorado: enquanto o debate sobre a redução da jornada de trabalho de seis dias por semana pesou mais entre os apoiadores do petista, o escândalo envolvendo o Banco Master e ministros do STF teve maior repercussão entre os eleitores do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O tema das apostas on-line, conhecidas como bets, e as medidas do governo para proibir esses sites e cassinos virtuais apareceram em seguida, com 11% das menções. Questões simbólicas, como a condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, registraram 8%, enquanto o aumento do valor do Bolsa Família foi citado por 7% dos entrevistados.
Cerca de um quarto dos respondentes (23%) afirmou que nenhuma das opções apresentadas foi determinante para o seu voto, e 7% não souberam ou preferiram não responder.