Quatro candidatos ao governo estadual encerraram o primeiro turno das eleições de 2026 a menos de 1 ponto percentual dos 50% dos votos válidos necessários para vencer sem nova votação, de acordo com os resultados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Como nenhum deles alcançou a maioria absoluta, todos seguirão na disputa para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A menor distância da marca foi registrada no Distrito Federal. A governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição, terminou com 49,93% dos votos válidos —0,07 ponto percentual abaixo do necessário. Ela recebeu 825.530 votos e vai disputar a vaga com Leandro Grass (PT), segundo colocado, com 34,47% (569.930 votos).
Acre e Espírito Santo
No Acre, a governadora Mailza Assis (PP) obteve 49,76% dos votos válidos. Com 218.760 sufrágios, ela também não conseguiu a maioria absoluta e enfrentará, no segundo turno, Alan Rick (Republicanos), que ficou em segundo lugar com 32,27%.
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) somou 49,65% dos válidos. O governador Ricardo Ferraço (MDB) terminou na segunda posição, com 34,07%, e os dois voltarão às urnas em 25 de outubro.
Rio de Janeiro
A disputa mais distante da marca de 50% entre os quatro ocorreu no Rio de Janeiro. Douglas Ruas (PL) encerrou a votação com 49,27% dos votos válidos, à frente de Eduardo Paes (PSD), que registrou 42,76%.
Recorde de definições no primeiro turno
Apesar das corridas acirradas, o pleito de 2026 também ficou marcado por um recorde de governadores definidos já na primeira votação desde a redemocratização. Ao todo, 20 estados elegeram seus governadores no primeiro turno. A marca anterior era de 18 estados, registrada em 2010.
Entre os eleitos sem necessidade de segunda rodada está Sergio Moro (PL), no Paraná. Ex-juiz, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e senador licenciado, ele recebeu 50,10% dos votos válidos —0,10 ponto percentual acima do mínimo exigido para evitar o segundo turno.
As quatro disputas remanescentes serão decididas em 25 de outubro, quando eleitores do Distrito Federal, Acre, Espírito Santo e Rio de Janeiro voltam às urnas para escolher os novos governadores.
