A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira, 14, um homem acusado de atuar como ‘jóquei’ em um esquema de extorsão contra turistas no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão. William dos Santos Xavier, conhecido como ‘Júnior Baiano’, seria o responsável por abordar passageiros recém-chegados à cidade e encaminhá-los a táxis irregulares, que cobravam valores abusivos.
De acordo com a corporação, o suspeito atua no terminal há mais de 15 anos e acumula cerca de 30 registros de ocorrências policiais nesse período. A prisão, cumprida por meio de mandado preventivo, ocorreu no setor de desembarque internacional — justamente o local onde Xavier intermediava o contato entre visitantes e os motoristas irregulares.
Família chilena
Segundo a investigação, William teria intermediado o embarque de uma família chilena vítima de extorsão no dia 6 de setembro. Os quatro turistas pretendiam se deslocar até a região da Uruguaiana, no Centro do Rio, mas foram levados ao Shopping Nova América, na Zona Norte. Para concluir o trajeto, pagaram R$ 450. Em depoimento, as vítimas relataram ter vivido momentos de ‘medo’ e ‘temor’.
O caso é apurado pelo Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e integra a Operação Desembarque Seguro, que reuniu agentes da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial e da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo.
Primeira fase da operação
A primeira etapa da Operação Desembarque Seguro foi deflagrada na quinta-feira, 8. Na ocasião, 35 taxistas e ‘jóqueis’ prestaram depoimento à Polícia Civil e 17 táxis foram apreendidos. Peritos identificaram nos veículos uma pequena placa eletrônica, escondida atrás de um botão no porta-malas. O dispositivo acelerava os pulsos enviados ao sensor do taxímetro, elevando o valor das corridas em 20% de uma só vez.
Em nota, a corporação destacou o impacto negativo das fraudes na experiência de quem chega à cidade. ‘Além da perda patrimonial, essas práticas podem comprometer a integridade psicológica das vítimas, provocar traumas e transformar a chegada ao destino turístico em uma experiência de insegurança e sofrimento’, apontou o texto oficial.
A Polícia Civil afirmou que seguirá combatendo esse tipo de prática e que a Operação Desembarque Seguro terá continuidade.
