Goiás elege 41 deputados estaduais
O eleitorado de Goiás foi às urnas neste domingo (4) para escolher os 41 deputados estaduais que comporão a Assembleia Legislativa do estado. A disputa, regida pelo sistema proporcional, definiu a nova composição do Legislativo goiano.
Carol do Amiltinho (MDB) foi o nome mais votado do pleito, com 109.002 votos. Na sequência aparecem Fabricio Rosa (PT), que somou 81.540 votos, e Issy Quinan (MDB), com 73.433. Os três nomes lideraram a preferência do eleitorado goiano na disputa pelas cadeiras do Legislativo estadual — dos primeiros colocados, dois são do MDB.
Solteiro e natural de Goiânia, Fabricio Rosa declarou patrimônio de R$ 475 mil.
A lista de eleitos ainda traz nomes como Paulo do Vale (PSD), Amauri Ribeiro (PL) e Gcm Romário Policarpo (Cidadania), que também ocuparão cadeiras na casa legislativa estadual.
Abstenção, votos brancos e nulos
O pleito em Goiás registrou 21,84% de abstenção, ou seja, mais de um quinto do eleitorado não compareceu às urnas. Entre os votos apurados, 5,28% foram em branco e 3% foram anulados.
Por que voto alto não garante vaga
Nas eleições proporcionais, um candidato pode receber mais votos do que outro e, ainda assim, ficar fora da Assembleia. A explicação está no quociente eleitoral, mecanismo do sistema proporcional aplicado às disputas legislativas. Nos cargos executivos, a lógica é outra: vale o sistema majoritário, em que vence quem obtiver mais votos.
O quociente eleitoral é calculado pela divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas disponíveis para o cargo em cada estado. Na prática, quanto maior o número de votos válidos, maior o quociente; quanto mais cadeiras em disputa, menor o índice.
Para ser eleito, portanto, o candidato precisa alcançar votação equivalente a pelo menos 10% do quociente eleitoral e estar dentro das vagas a que seu partido ou federação terá direito naquele pleito. A eleição depende, assim, não apenas do desempenho individual, mas também do resultado global da legenda.
