O Ministério Público Federal (MPF) apura a retirada de posts e de perfis de usuários nas plataformas X e Meta durante o período eleitoral. A procuradoria pediu explicações às empresas depois de receber mais de 1.000 relatos de restrições registrados no intervalo da disputa.
Os relatos recebidos pelo órgão descrevem restrições aplicadas a publicações e a contas nas redes. O volume de ocorrências — mais de mil em um único período — motivou o acionamento formal das plataformas, que agora terão de prestar esclarecimentos sobre as remoções apontadas pelos usuários.
O que dizem os relatos
As queixas encaminhadas à procuradoria tratam de restrições a posts e a perfis, o que pode incluir desde a exclusão de publicações até o bloqueio ou a suspensão de contas. As informações disponíveis até o momento não detalham quais tipos de conteúdo ou perfis foram atingidos, nem se as medidas se concentraram em algum segmento específico de usuários.
Quem são as empresas envolvidas
Dois gigantes da tecnologia estão no centro da apuração. O X, antigo Twitter, é a rede social de mensagens curtas conhecida pelos debates em tempo real e amplamente utilizada por políticos, jornalistas e eleitores. A Meta, por sua vez, controla plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, com alcance global e presença marcante no cotidiano digital brasileiro.
A moderação de conteúdo em períodos eleitorais é um tema sensível e recorrente no debate público. De um lado, há a expectativa de que as plataformas ajam contra abusos e desinformação; de outro, crescem as preocupações de usuários que relatam remoções consideradas indevidas. É nesse cenário que o MPF busca entender o que motivou as mais de mil restrições apontadas.
Próximos passos
Com os pedidos de esclarecimentos formalizados, cabe agora às plataformas responder à procuradoria. A depender das respostas, o MPF poderá adotar as providências que julgar cabíveis, caso identifique eventuais irregularidades nas remoções de posts e de perfis.
A apuração segue em andamento. Novas informações poderão ser divulgadas conforme o órgão analise os relatos recebidos e as manifestações das empresas. O Ultimo Post acompanha o caso e manterá esta reportagem atualizada.