O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira (30) o adversário nas urnas, Flávio Bolsonaro (PL). Durante entrevista a influenciadores, como parte da agenda de campanha, o petista afirmou que o candidato à Presidência pelo PL não tem biografia e teria sido eleito a cargos públicos “pelo crime organizado”.
Conservadorismo e escolaridade
Na conversa com os influenciadores, Lula defendeu a tese de que o nível de conservadorismo dos brasileiros cresce conforme o grau de escolaridade.
“Quanto mais as pessoas são graduadas, mais elas são conservadoras. Você não fica com pena disso? Eu quando vejo um cara com diploma, um economista, votar no Bolsonaro eu fico pensando o que é que esse cara espera da vida? O que esse cara aprendeu de política na vida?”, questionou o presidente.
A fala foi dada um dia após a divulgação de pesquisa do instituto Quaest, nesta terça-feira (29). O levantamento apontou que, entre os eleitores mais escolarizados, o empate técnico registrado no começo do mês, com 44% para Flávio Bolsonaro e 40% para Lula, se transformou em vantagem de 15 pontos percentuais para Flávio: 49% a 34%.
Acusação envolvendo milícias
Ao falar sobre o rival, Lula afirmou que Flávio Bolsonaro nunca teve compromisso com a seriedade na vida pública.
“Vamos pegar esse Flávio, qual é o compromisso com qualquer seriedade que esse cara tem? Nenhuma, ele não tem biografia. Ele nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito vereador com 21 anos de idade já apoiado pelo crime organizado no Rio de Janeiro, pelos milicianos, e nunca mais parou”, disparou o petista.
“Eu queria que alguém me dissesse o que esse cara tem pra oferecer. Nada, não tem conteúdo”, completou.
As suspeitas de aproximação entre Flávio Bolsonaro e milicianos surgiram quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. Na época, o então parlamentar contratou, em seu gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), parentes do miliciano Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do chamado “Escritório do Crime”. Além disso, ainda como deputado estadual, Flávio concedeu honrarias a policiais suspeitos de envolvimento com milícias.
Já o candidato do PL nega qualquer ligação com milicianos. Segundo ele, as condecorações entregues na época tinham o objetivo de valorizar policiais que, até então, eram considerados “fichas-limpas”.
