A mãe de Ana Clara, Cristiane, classificou como desesperador o silêncio do senador Flávio Bolsonaro sobre o caso envolvendo a menina. A declaração foi feita ao relembrar os acontecimentos do dia 2 de fevereiro de 2021, data que marcou a vida da família.

A manhã que mudou tudo

Segundo o relato de Cristiane, naquela manhã de 2 de fevereiro de 2021, a família tinha acabado de acordar. Os dois filhos dela — a menina, então com cinco anos, e Pedro, com dois — estavam brincando na porta de casa, em um cenário aparentemente comum de um dia qualquer.

Foi nesse momento que, de repente, a rotina da família foi interrompida. A mãe lembra com detalhes da cena: as crianças na porta, o início do dia, a tranquilidade que precedeu o ocorrido. É justamente essa memória que, segundo ela, torna ainda mais doloroso falar sobre o assunto.

Silêncio é alvo de críticas

Para Cristiane, a omissão de Flávio Bolsonaro em relação ao caso de Ana Clara agravou a situação. Em sua avaliação, o silêncio do senador foi desesperador — palavra que ela usou para descrever o sentimento diante da falta de posicionamento do parlamentar.

A mãe afirma que aguardava uma resposta do senador sobre o caso da filha. A ausência de manifestação, segundo o seu relato, prolongou o sofrimento da família em um momento já delicado, no qual ela buscava compreender o que havia acontecido com a menina.

Caso segue marcando a família

Mais de três anos após aquele 2 de fevereiro de 2021, Cristiane segue relembrando a data e cobrando posicionamento. Ela reconstrói com precisão a manhã em que os filhos brincavam na porta de casa — Ana Clara com cinco anos e Pedro com dois — e o instante em que, de repente, tudo mudou.

O desabafo da mãe mantém o caso de Ana Clara em evidência e coloca novamente em foco a postura de Flávio Bolsonaro, que, segundo Cristiane, permaneceu em silêncio sobre o episódio que transformou a vida da família.