A definição do segundo turno na disputa pelo governo do Rio de Janeiro segue em aberto e depende do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O cenário que aponta um confronto entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) está condicionado a uma decisão da corte sobre Garotinho.
Decisão do TSE é peça-chave
O segundo turno entre Ruas e Paes vai depender do julgamento que o TSE fará sobre Garotinho. Enquanto a questão não for resolvida, permanece a incerteza sobre como ficará a configuração final da disputa pelo comando do Executivo fluminense.
Neste domingo (4), o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) apareceu no centro do episódio, o que aumentou a movimentação em torno do tema no cenário político do estado.
O TSE é a instância máxima da Justiça Eleitoral no país e tem o poder de decidir questões capazes de alterar o rumo de disputas estaduais, como a validade de candidaturas e de votos. Por isso, o desfecho do caso envolvendo Garotinho é tratado como determinante para o quadro eleitoral fluminense.
Regra do segundo turno
Pela legislação eleitoral em vigor, estados com mais de 200 mil eleitores realizam segundo turno quando nenhum candidato alcança a maioria absoluta dos votos válidos na primeira volta. O Rio de Janeiro se enquadra nesse critério, o que mantém viva a possibilidade de uma decisão entre apenas dois nomes.
Confirmado o confronto final, Ruas e Paes disputarão a vaga de governador do Rio. A vaga coloca em jogo a condução de áreas essenciais, como segurança pública, saúde e finanças do estado. O desfecho, porém, segue condicionado ao entendimento dos ministros do tribunal sobre o caso Garotinho.
Aguardando o desfecho
Enquanto o julgamento não acontece, campanhas, partidos e eleitores acompanham os desdobramentos na Justiça Eleitoral. Dependendo da decisão, o atual desenho do segundo turno pode ser confirmado ou sofrer alterações, com efeitos diretos na corrida pelo governo do Rio.
O momento é de espera. A palavra final cabe ao TSE, e somente depois da decisão o quadro do segundo turno no Rio de Janeiro deverá ser definitivamente esclarecido.
