Mais de 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas neste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições gerais no Brasil. O número corresponde a uma abstenção de 21,08%, a maior já registrada em um primeiro turno de eleições gerais no país.

Marca inédita

O índice superou todos os registros anteriores observados em primeiro turnos de eleições gerais, o que torna o número inédito para esse tipo de disputa. Na prática, mais de um quinto do eleitorado não participou da votação realizada neste domingo (4).

A abstenção, vale destacar, é um conceito diferente dos votos brancos e nulos. Ela contabiliza os eleitores que estavam aptos a votar, mas nem sequer compareceram ao local de votação — e não os eleitores que foram às urnas, mas optaram por não se manifestar ou invalidaram o próprio voto.

Quem faltou pode voltar às urnas

Apesar da ausência no primeiro turno, os eleitores que não votaram não perdem o direito de participar da próxima etapa da disputa. Quem faltou à votação deste domingo (4) pode comparecer normalmente às urnas no segundo turno, quando a disputa será decidida.

Ou seja, a abstenção registrada no primeiro turno não anula o título do eleitor nem cria qualquer impedimento para que ele volte às urnas no momento da votação seguinte. O voto de quem esteve ausente permanece garantido para a etapa que define o resultado do pleito.

Com o segundo turno pela frente, os mais de 33,4 milhões de eleitores que ficaram longe das urnas na primeira etapa formam um contingente que pode retornar às urnas e participar da definição dos ocupantes dos cargos em disputa.

Novo referencial

A marca de 21,08% passa a figurar como a maior abstenção já vista em um primeiro turno de eleições gerais no país. O número supera todos os índices anteriores e se torna o novo referencial para esse tipo de pleito, além de se destacar como um dos principais dados desta disputa.