Flávio Bolsonaro e Lula tiveram desempenhos distintos nos três maiores colégios eleitorais do Brasil. Enquanto Flávio Bolsonaro venceu em 1.089 cidades, Lula ficou à frente em 501 municípios, conforme os resultados apurados nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Desempenho município a município
O conjunto avaliado reúne os municípios dos três estados que formam os maiores colégios eleitorais do país. O recorte concentra parte expressiva do eleitorado brasileiro, o que confere relevância ao comparativo. Somadas, as vitórias dos dois nomes totalizam 1.590 cidades. A distância entre as duas marcas é de 588 municípios a favor de Flávio Bolsonaro.
Em termos proporcionais, Flávio Bolsonaro liderou em praticamente sete de cada dez cidades avaliadas, enquanto Lula ficou à frente nas demais. O número indica ampla dispersão territorial do nome nas três unidades da federação.
O peso das capitais
Entre as cidades conquistadas por Flávio Bolsonaro estão duas capitais: Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Rio de Janeiro. Lula, por sua vez, venceu na cidade de São Paulo, capital do estado que concentra o maior eleitorado do país.
O contraste entre quantidade de vitórias e peso populacional é um dos pontos que chamam atenção nos dados. Liderar em mais municípios não significa, necessariamente, conquistar mais eleitores, já que capitais e grandes cidades concentram contingentes expressivos de votantes. A capital paulista, sozinha, reúne milhões de eleitores.
Leitura do cenário
Resultados município a município costumam servir de termômetro para medir a força regional de candidatos e partidos. Os números deste levantamento desenham um quadro dividido: mais vitórias em quantidade de cidades para Flávio Bolsonaro e uma conquista de grande visibilidade para Lula, justamente na maior cidade do Brasil.
Nenhuma das duas marcas, portanto, se sobrepõe completamente à outra: cada nome impõe sua força em frentes distintas do mapa eleitoral dos três estados.
Somados, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro formam o principal bloco eleitoral do país. Por isso, o desempenho de candidatos nesses três estados é acompanhado de perto por partidos, analistas e pelo próprio eleitorado.
