Isabel Teixeira passa por cirurgia após diagnóstico genético
A atriz Isabel Teixeira, intérprete de Pilar na novela ‘Quem Ama Cuida’, revelou ter sido submetida a uma cirurgia para a retirada das mamas. A decisão foi tomada depois que ela descobriu ser portadora de uma condição genética hereditária que aumenta a predisposição ao desenvolvimento de câncer.
Aos 52 anos, a artista não apresenta sintomas da doença. O diagnóstico da Síndrome de Li-Fraumeni só foi possível porque Isabel decidiu investigar o histórico de câncer em sua família, o que permitiu identificar a alteração genética mesmo sem qualquer sinal da enfermidade no organismo.
Ao recordar o momento em que recebeu o resultado do exame, a atriz resumiu o impacto da notícia: “Num primeiro momento, eu fiquei sem chão”, declarou.
O relato ilustra o abalo provocado pela descoberta. Embora não apresentasse a doença, Isabel descobriu carregar uma alteração genética capaz de elevar as chances de desenvolvimento de tumores, informação que a levou a repensar hábitos e a buscar cuidados preventivos.
Mudanças na rotina e investigação na família
Após o diagnóstico, Isabel promoveu uma série de mudanças em seu dia a dia. A atriz passou a manter uma vida mais saudável e a praticar atividades físicas regularmente, como forma de cuidar da própria saúde diante do quadro descoberto.
Os cuidados, no entanto, não se limitaram à própria rotina. A artista também iniciou uma investigação sobre a saúde de seus descendentes. Foi nesse processo que descobriu que a filha também é portadora da Síndrome de Li-Fraumeni.
O que é a Síndrome de Li-Fraumeni
A Síndrome de Li-Fraumeni é uma condição genética hereditária e rara, associada a um risco aumentado de desenvolvimento de diferentes tipos de câncer ao longo da vida. Por ser transmitida dentro da família, a identificação da síndrome em um dos membros costuma levar à investigação de parentes próximos, como ocorreu no caso da atriz.
No caso de Isabel Teixeira, a cirurgia de retirada das mamas foi consequência da descoberta da condição, já que a atriz não apresentava a doença no momento do diagnóstico. O caso chama atenção para a importância do acompanhamento do histórico familiar de câncer e da busca por avaliação genética quando há casos recorrentes na família.