O setor público consolidado fechou agosto com déficit primário de R$ 10 bilhões. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Banco Central (BC) e indica que, no período, as despesas do governo superaram a arrecadação com tributos e impostos.
O que é o resultado primário
O déficit primário ocorre quando as receitas obtidas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Quando acontece o contrário — ou seja, quando a arrecadação supera os gastos —, o resultado é chamado de superávit primário.
O indicador é classificado como primário porque não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública. O levantamento abrange o governo federal, os estados, os municípios e as empresas estatais, conjunto que forma o setor público consolidado.
Desempenho melhor do que no ano passado
Apesar do saldo negativo, houve melhora na comparação com agosto do ano passado. Naquele mês, o setor público consolidado havia registrado saldo negativo de R$ 17,3 bilhões — ou seja, R$ 7,3 bilhões acima do déficit apurado agora.
A diferença entre os dois períodos mostra que as contas públicas tiveram desempenho mais favorável do que o observado no mesmo mês do ano anterior.
Dívida pública sobe para 82,9% do PIB
Com o novo déficit nas contas públicas, o endividamento continuou subindo. No mês passado, a dívida atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), maior patamar desde 2021.
O PIB corresponde à soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país em determinado período. Expressar a dívida em porcentagem do PIB é uma forma de medir o tamanho do endividamento em relação à economia.
Os números de agosto em resumo
Déficit primário: R$ 10 bilhões negativos no setor público consolidado.
Comparação anual: melhora frente a agosto do ano passado, quando o saldo negativo somou R$ 17,3 bilhões.
Dívida: 82,9% do PIB, maior nível desde 2021.
Fonte: Banco Central, com divulgação nesta quarta-feira (30).
