O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) deu início ao teste de integridade das urnas eletrônicas que serão utilizadas no primeiro turno das eleições. Ao todo, 33 equipamentos no estado serão submetidos ao procedimento, cujo objetivo é verificar se as máquinas registram de forma fiel os votos dos eleitores.

Como funciona a auditoria

O teste de integridade é uma auditoria que compara os votos preenchidos em cédulas de papel com os registros efetuados pelas urnas eletrônicas. Na prática, o equipamento passa por uma simulação de votação: os votos são marcados em cédulas físicas e, ao mesmo tempo, registrados na memória da urna. Ao final do procedimento, os dois conjuntos de dados são confrontados para atestar que não há divergência entre a vontade do eleitor e o que o equipamento gravou.

Durante a verificação, a urna é aberta e o software instalado no equipamento é conferido. A checagem busca comprovar que o programa de votação em funcionamento corresponde à versão oficialmente aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que não há alterações capazes de comprometer o resultado.

Transparência e fiscalização

A ação é coordenada pelo TSE e executada pelos tribunais regionais eleitorais em todo o país. O procedimento é público e costuma contar com a participação de partidos políticos e de entidades convidadas a atuar como fiscalizadoras, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A presença desses atores tem o propósito de dar transparência ao funcionamento do sistema eletrônico de votação e de reforçar a confiança da sociedade no resultado das eleições.

O teste de integridade integra o conjunto de mecanismos de auditoria previstos para o sistema eleitoral brasileiro. A votação eletrônica é utilizada no país desde 1996 e, desde então, passou a ser acompanhada por diferentes formas de verificação, desenvolvidas para demonstrar a confiabilidade das urnas.

Urnas aprovadas seguem para a votação

Os equipamentos que passam pelo teste de integridade são posteriormente utilizados na eleição. Dessa forma, a auditoria realizada pelo TRE-SP antecipa a checagem de parte das máquinas que estarão à disposição dos eleitores no primeiro turno. A verificação prévia também permite que eventuais falhas sejam identificadas e corrigidas antes do dia da votação, reduzindo o risco de problemas durante o pleito.

Com o resultado do teste, o tribunal paulista busca compor mais um elemento de comprovação de que as urnas eletrônicas registram corretamente os votos. O procedimento se soma às demais auditorias do processo eleitoral e deve ser concluído antes da realização do primeiro turno.