Guto Zacarias não conseguiu se eleger na disputa eleitoral em São Paulo após ser acusado de forçar a própria companheira a abortar. O caso foi revelado pelo veículo Brasil de Fato em abril deste ano e teve reflexo direto nas urnas: a votação do político despencou de 152 mil para 41 mil votos.
Denúncia tornada pública em abril
A acusação contra Zacarias chegou ao conhecimento público por meio do Brasil de Fato. Em abril deste ano, o veículo divulgou que o parlamentar teria forçado a companheira a interromper uma gravidez. A revelação ocorreu meses antes de os eleitores irem às urnas, o que fez com que o tema acompanhasse toda a trajetória da candidatura na disputa em São Paulo.
Dessa forma, o episódio passou a integrar o contexto da campanha eleitoral e permaneceu associado ao nome do parlamentar até o fim da apuração dos votos.
Queda de aproximadamente 73% na votação
Os números das urnas evidenciam a dimensão da perda. De 152 mil votos, o parlamentar passou a 41 mil — uma diferença de cerca de 111 mil votos. Em termos percentuais, a retração é de aproximadamente 73% em relação ao desempenho obtido antes da revelação do caso.
Outra forma de medir a queda: a votação final representou pouco mais de um quarto do total que o político havia alcançado anteriormente. O desempenho, portanto, ficou muito aquém do patamar anterior, no intervalo entre a publicação da denúncia e a apuração dos votos.
Sem votos suficientes para o mandato
Com 41 mil votos, o parlamentar não alcançou o quantitativo necessário para converter a candidatura em mandato. O resultado o deixou fora do grupo de eleitos na disputa em São Paulo.
A sequência dos fatos ajuda a explicar o desfecho eleitoral: em abril, a revelação da denúncia pelo Brasil de Fato; meses depois, a queda expressiva da votação; por fim, a derrota. Os números finais — 41 mil votos contra os 152 mil anteriores — selaram o destino da candidatura e deixaram Guto Zacarias sem a eleição que buscava em São Paulo.
