O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) está impedido de votar no segundo turno das eleições de 2026. A decisão é do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que revogou, por unanimidade, a liminar que havia autorizado o político a comparecer às urnas no primeiro turno e, também, em um eventual segundo turno do pleito.
Por que a liminar foi derrubada
A medida foi tomada depois que a corte indeferiu o registro de candidatura de Garotinho por falta de pleno exercício dos direitos políticos e de filiação partidária.
O voto do ex-governador no primeiro turno, no entanto, será mantido. O tribunal entendeu que Garotinho compareceu às urnas quando a liminar ainda estava em vigor — ou seja, no período em que o direito ao voto ainda havia sido assegurado pela Justiça Eleitoral.
Garotinho anuncia recurso
Em publicação no Instagram, o político afirmou que vai recorrer da decisão. “Fica cada dia mais claro para a população que minha presença na política incomoda algumas pessoas. Espero que possa votar. O sistema é forte, mas não desisto facilmente. Enquanto Deus me der força e vida, vou combater aquilo que considero injusto”, escreveu Garotinho.
Críticas a Lula
Na sexta-feira, 16, Garotinho declarou que as pessoas que convivem com o presidente Lula (PT) não suportam o petista porque ele “é mentiroso”. A fala foi dada durante participação em um podcast.
Para embasar a crítica, o ex-governador compartilhou no X um trecho da entrevista concedida por Lula à TV Globo, na qual o presidente tentou explicar o reajuste do Bolsa Família às vésperas da eleição.
“O cara às vezes tem ilusão de que o Lula é de esquerda. A melhor definição do Lula quem deu foi ele. Uma entrevista ao Jô Soares, assim que ele ganhou a eleição. Jô Soares pergunta para ele: ‘Lula, você é de direita ou de esquerda?’ Ele disse: ‘Eu sou torneiro mecânico’. Ele é um pragmático. Aquele sindicalista que vai lá, negocia com o patrão, volta aqui, oferece um pouquinho. Quem conhece ele de perto não suporta. Porque ele é mentiroso”, afirmou Garotinho.
Enquanto o recurso não é julgado, o ex-governador permanece sem direito ao voto na etapa final da disputa eleitoral.